De Lica para Mark com muitos kisses.
Olha não vou explicar meus erros porque cantando de madrugada quase engolindo o mic para não fazer barulho, e o mic de lado para não sair a respiração e bem baixinho para uma 'soprano' , foi um milagre !!!!! Mas nosso amigo Mark merece.
Reflexões por minuto:"A vida não pára..."
A vida é assim, tem momentos de absoluto sentimento de inutilidade frente a muitas coisas que vivenciamos e o pior é que é um sentimento Real. De fato não podemos mudar muitas coisas para melhor, nem mesmo nas nossas casas, nas nossas vidas.
Mas por outro lado, aparecem pesssoas que chegam com uma varinha mágica e 'plim' desperta algo, 'a gift' como disse um certo Canadense da Claro em algum lugar aí quando conversávamos com meu inglês torto. Ele me disse "you have a gift", e eu olhei para ele fiquei quieta e pensei "tá dizendo isso para levantar minha bola e me passar uma cantada".
Bom eu fiquei esperta com ele afinal já tinha me tirado da mesa que estava com minhas amigas, numa Choperia, a Dado Bier e lá estava eu sentada no Balcão ao lado daquele cara que nem lembro mais o nome, bebendo meu guaranázinho básico. Como esperado, a cantada não demorou, mas o Mr. não me lembro foi sutil e ao ver meu constrangimento mudou de assunto e danou a falar da vida dele, e eu toda ouvidos.
O papo foi bom e treinei meu inglezinho Tupiniquim. Mas eu fiquei até hoje encafifada com o tal "gift", afinal o que seria? O que ele viu? E será que viu mesmo este tal "Gift" em mim?????
Bom descobri depois que era um alto executivo da Companhia Claro e ganhei até uma capa de couro belíssima de uma gerente que me vendeu um aparelho dizendo que só gente da Diretoria da empresa tinha a dita cuja (depois que eu perguntei quem era o tal sujeito e ela de olho arregalado perguntou se eu o conhecia e respondi que sim ué).
Aí numa fase 'punk' da minha vida o sentimento de inutilidade é mais que absoluto senão a totalidade do meu ser, teve que abrir espaço ao suposto tal "Gift" quando me deparei com a possibilidade de simplesmente, mesmo que de brincadeira CANTAR. Sempre sonhei em cantar de verdade, mas o intelecto sufocou muitas coisas em mim, queria eu que pudessem ser separados: intelecto, emoção, sensibilidade.
Ilusão, é uma amálgama poderosa e precisa de uma pedra bem dura para abrir uma brecha e deixar sair um pouco de Alma que, sufocada, pede socorro. Hoje à noite, na madrugada, a Música foi essa pedra que me socorreu, pelas mãos de um Anjo de nome, pasmem: "Mark o Terrível" me fazendo voltar à minha primeira aula de música, a primeira Flauta doce e também os Nãos oriundos da família ao clamor da música. Sei lá se canto bem, mas tenho uma carteirinha de cantora de Coral e toco um tecladinho meio besta e o fato é que se desafinar (e eu cantei mal aí pq n tinha partitura) um tom que seja eu percebo.
No entanto nesta história toda o que me incomoda é vir de uma família de músicos amadores, tanto do lado paterno quanto materno. Às vezes acho, melhor, tenho aquela certeza que 'pais' são aquelas pessoas que farão tudo para que não sejamos o que queremos e como queremos.
Nos querem cada um à sua maneira, uns prendendo-nos como crianças em sua companhia como se não aspirássemos a nossa própria família, como se fossemos apêndices de seus corpos, como se o cordão umbilical fosse duplo (pai e mãe) e feito de um aço cujo o brilho cega ao ponto de não enxergarmos por onde vamos começar a cortar. E olha que eu 'piquei a mula' cedinho, fui estudar lá no Sul, logo estava bem empregada e enfim uma reviravolta e, ainda que independente, de volta ao velho cordão que certas horas parece enroscado em meu pescoço. Mas eu venço, venci uma vez e vou vencer a segunda!!!!!!!!!!!!!
E vou acabar esta ladaínha dizendo que estou muito felizinha de ter tido este contato tão amistoso comigo mesma.
Bjks estaladas
Lica
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