domingo, 8 de fevereiro de 2009

Um Domingo Quase-Bom

Nota da autora: O hífen em algumas palavras não é separando sílabas (até porque
algum estaria errado), é proposital. Esclareço porque ninguém tem obrigação de
saber deste meu lado Lacaniano.
Sabe quando você tem aquele dia “marromeno”, pois foi assim este domingo. Até já estava des-acostumando de ficar muito tempo em casa.

Este ano chegou Chegando, maravilhoso, re - encontrando pessoas que fizeram e fazem parte da minha vida (e vivem longe) e trazendo sentimentos indescritíveis.

Hoje fiquei só e sabe quando você fica procurando o que fazer? Foi assim e a vontade que o dia passe (leia-se ansiedade) é tanta que não consegui me concentrar em nada. Peguei um livro e larguei; Fui terminar de re - assistir Dogville, um ótimo filme que eu consegui comprar a edição de Colecionador, com ‘extras’ inimagináveis e está no ‘pause’ desde esta amanhã. E olha que estou escrevendo sobre este filme.

E o ócio é uma coisa interessante se soubermos acolhê-lo, mas hoje eu não soube.

Fiquei pensando em umas coisas que conversei com minha amiga-IRMÃ Soraia estes dias e aí não parei quieta. Ela me deu uma ‘chamada’ legal. Percebeu que minha solteirice está me causando certa angústia, às vezes até tristeza, e lascou o que eu precisava ouvir: a palavra “CUIDADO”.

Ela sabe da minha vida e me conhece (do tempo das calcinhas de babado), e foi logo me chamando ‘na real’. Estávamos no ‘Pereira’, um pôr-do-sol lindo e nós ali no maior papo-cabeça tratando de nossas vidas. Por sermos muito parecidas a conversa foi (vai) longe, fora que nos preocupamos uma com a outra, com nossas irmãs, família, carreira e tudo vem à tona. Assim, não poderia deixar de vir o assunto casamento, mas este ponto pula que não vou falar aqui.

Falando naquela RAÇA QUASE-HUMANA que se chama homem (este ser do sexo masculino) aí o papo rendeu e minha mana preocupadíssima com a possibilidade de eu me meter em outra ‘roubada’ como foi a relação com meu ex-marido. Mas penso eu que não caio mais nessa (Toc. Toc. Toc.) e bati na madeira aqui para me garantir. Frise-se também que disse ‘acho’ para ninguém deixar um recado dizendo ‘não fala que desta água não beberei’.

Na verdade eu não sei se me acostumaria a viver com alguém novamente, eu não sei até porque estas coisas não têm ‘receita de bolo’ e a gente só sabe vivendo. Ante a possibilidade de fazer mais uma merda na minha vida fico quieta mesmo. Namorar é mais que bom, é ótimo, mas além disso, sei não, acho que não ia prestar. Tô mal acostumada a não dar satisfação, a ter meu espaço, os momentos que gosto de ficar só, e não acredito que esta raça ‘quase-humana’ tenha algum espécime que atenda a tanta seletividade que criei na minha alma.

Con(m)-viver é difícil porque somos todos diferentes, mas isto é ao mesmo tempo um grande barato da vida e onde aprendemos muito e, talvez, essa de viver só seja uma grande covardia diante da vida.

Como no momento atual não sou a eleita de nenhum espécime daquela raça quase-humana, e também não posso dizer que tenho um eleito, que seja este momento covarde bem delicioso e bem vivido.

Lianas Mascarenhas, Verão de 2009

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