
Indiferença
O não-dizer pode ser uma saída, a menos inteligente sem dúvida, mas a mais fácil.
Não te julgo todavia.
Por suposto um ser estranhamente sensível ao mesmo tempo veste-se corajosa e fala.
Não escutas por não entenderes.
Sei eu que tu e quem sabe mais, me sabe, todavia mais que eu mesma.
Que suposta intenção escondes? Nenhuma? Não creio.
O que compartilhas de mim a que destinas? É um não - sei sabendo.
Sei eu sim que nada e intencionalidade podem ter as mesmas vestes.
Fiz-te algum mal? Por certo que não. Pergunto-me, então, se alguém o fez.
Acredito no acaso apenas como mero ‘marcador’ de tempo.
O depois não tem acaso.
Entendo que o SER feminino é um grande desconhecido a muitos (os homens); Lacan não conseguiu decifrar ou talvez tivesse apenas uma pista porque a soube perguntar.
Neste jogo então se perdem por um não-saber intencional.
Preferem os artifícios dos tolos com ações planejadas tão sabidas e contadas por nós, as mulheres.
Sabida sim, e nisto repousa nossa sabedoria: não explicar o que não nos é perguntado.
Claro. O não-dito, porém bem sabido em meu pensar e de tantas que já puderam despertar, não me surpreende.
Certo sim que mais nenhum homem me surpreende.
Parecem todos iguais, gestos, ditos, não-ditos, atos e pensamentos.
Que diferente esperamos nós encontrar se a Alma masculina formatada, pasteurizada por um sem-número de regras empoeiradas que supostamente formam uma teia onde nós as mulheres-presas sucumbem?
É. Essa é uma doce ilusão masculina que talvez seja seu maior algoz.
Liana Mascarenhas, Verão de 2009.
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