domingo, 26 de abril de 2009

Manipuladores - Mediocridade Silenciosa

Por Inma Capo
A massa silenciosa se move ainda que não haja barulho, porque essa não é sua estratégia. Os medíocres não chegam a pensar tanto e só seguem sua própria e natural inércia. Porém isso sim: se camuflam atrás de sua mediocridade, sua ignorância e sua má educação, e desde essas trincheiras comuns, como as manadas de lobos, se agrupam e atacam. Atacam com, ignorância e estupidez, porém não com inteligência. Isso seria demasiado para eles. Alguns inclusive podem chegar a parecer preparados às vezes, mas se desmascara facilmente.
A subterrânea mobilização dos medíocres, sutilmente manipulada por pessoas com interesses obscuros e geralmente ilícitos, dado que não respeitam o próximo nem aos valores dos demais, tem condensado por fim em outra nefasta moda atual: O mobbing.
Os anglicismos são úteis, porque com uma só palavra designam todo um fenômeno. Neste caso o mobbing significa o assédio, desapiedado, dos que, desde sua falta de preparação, consciência, auto-estima, para destruir alguém que, merecidamente e por valores congruentes, está por cima deles.
Em sua pequena e retorcida mente, desfrutam de antemão de um dos poucos prazeres que se permite… O que não sabem é que esse pedestal, sim cai, pode cair por cima deles. Não são tão preparados para prevê-lo e nunca o serão.
Um pouco de história
“Mestre,como conheceremos aos verdadeiros profetas?: Por seus feitos os reconhecereis, não por suas palavras.”
É altamente alarmante que, no Século XXI, com toda experiência que levamos neste Planeta, a humanidade está involucionando, perdendo seus mais elevados valores, que permitamos impunemente que se atue sem o mínimo de lealdade nem de honra, para si mesmo e para os demais. O mobbing, como a depressão e a falta de recursos próprios para enfrentar à vida, são os sintomas evidentes do débil e enferma que está nossa sociedade. E diz o refrão: “entre todos a matamos e ela sozinha morreu”…
Este fenômeno é tão antigo como a história do homem, desgraçadamente. Quando Jesus disse “Aos pobres os terei sempre com vós”, se referia a essa sub-humanidade: aos pobres de espírito, às massas obscuras e negativas, aos que povoam o submundo da maledicência, a inveja corrosiva e a crítica destrutiva, alimento dos que nutrem suas mentes pequenas. Aos que, longe de tentar copiar para aprender e melhorar, criticam para destruir porque ante tudo, se sentem tão mal consigo mesmos que não se atrevem nem a conhecer-se. E o primeiro passo para solucionar um problema é reconhecer que tem um problema.
No lugar disso, se dedicam com afinco digno a difamar, criticar, e vituperar, valendo-se de subterfúgios ou às vezes de forma direta, a todos aqueles a quem invejam e cujos postos na sociedade gostariam de ocupar, (Deus nos livre!), enquanto se dedicam em por culpa aos demais (ou sociedade, ou ao governo, ou a Deus…), prática habitual na incultura de massas.
Conheci o Jaime: 45 anos, açougueiro de profissão, separado, apresentando sempre um tom agressivo, nervoso e hostil. Em uma conversa que, logicamente, durou pouco, manifestou o seguinte:
- Eu podia ter chegado a ser… ¡!- O Que?- Pois muitas coisas, o que eu tivesse querido, almejado ou algo assim.- E o que te impediu?- Eu não gostava muito de estudar e comecei a trabalhar desde jovem….- Podia ter estudado por tua conta ou em escolas noturnas…- Sim, mas depois de trabalhar estava muito cansado…- Claro, E agora?- Agora é tarde… me prejudicaram…- Quem te prejudicou?- Todos!, todo mundo…!- Todo mundo? isso é muita gente…- Não, porem quem tem a culpa de tudo o que acontece comigo é o governo!- O Governo? também é bastante… e, eles sabem?- O Presidente tem culpa de tudo, porque senão as coisas não estariam assim e pra mim não iria tão mal…!- Ah, o Presidente é menos! Pois ele é importante. e.. Esta seguro de que ele sabe tudo o que aconteceu com você?… não sei se o coitado poderá dormir a noite…
E depois de um olhar furioso e ficar sem falar, (no qual é normal…) enquanto as veias do pescoço ficavam cada vez mais tensas e sua testa e calvície avermelhavam, deu meia volta e foi embora, com o qual todos ficamos muito mais tranqüilos e passamos para outros temas de conversa interessantes.Este exemplo é quase sem importância, porem somado a todos os outros (“os que triunfam é porque são uns ladrões; tenho certeza que esse carro é roubado; deve dormir com alguém para que o beneficiem sempre; algum rolo terá…”) configuram um espectro social que chega a infectar a quem, por estar acima e ter coisas mais importantes que fazer, não pensam nem se imaginam que possam estar sendo o centro da atenção desse tipos de gente.
Dizia Schopenhauer: “Eis aqui a explicação do por que ao aparecer o
excelente onde queira que apareça e seja da espécie que seja, a imensidade das
medianias se conjura e fecha filas em contra a fim de não deixá-lo prosperar e,
se é possível, chegar inclusive a asfixiá-lo.”
E também, em seus aforismos, comenta: “…a uma meia dúzia de cabeças de bobos fofocando com desprezo acerca de um grande homem.”
Citemos agora a John Chaffee: “Quando há pessoas que se distinguem da massa, a massa, em vez de desejar-lhes o melhor e ajudá-los no possível, mostra uma clara tendência a pôr as luvas e obrigá-los a retroceder. Essa falta de caridade soa ser efeito da inveja, pois quem forma parte da massa pode supor que o êxito poderia ser um reflexo negativo de sua própria falta de méritos.”
A tendência do ser humano, por sua própria neurologia, é a ser feliz, fugir da dor e aproximar-se do prazer. O que ocorre então? Que a falta de educação adequada, sobre tudo em valores, e a falta de auto-estima e respeito a si mesmo, fazem que esse vazio e mal estar interior se projete para os demais, como um espelho, no lugar de olhar para dentro de si e buscar a raiz de sua frustração para saná-la e não necessitar seguir sofrendo nem vingando-se no próximo, porque assim não se chega à salvação nem vai ganhar nada com isso, como muito uma bonita úlcera de estômago.
Medidas à tomar
Nesta guerra não declarada porem real, há que preparar-se para ir ganhando batalhas.Contra a massa, a exceção.Contra assédio, a distancia.Contra a mediocridade, a diferença e a excelência.Contra a inveja, a indiferença.Contra o ataque, a denúncia.Contra a crítica, o silêncio ou riso..Contra os cupins, um bom inseticida: Maquiavélico, por exemplo.
Planos de ação
Cuidado! Estes nefastos traidores acabam camuflando-se como vítimas da situação que eles mesmos tem criado, com o qual lançam a bola ao telhado alheio. Não a recorra! Tuas respostas têm de ser a melhor raquete de tênis. Uma boa resposta a tempo, clara, direta e contundente, e não se atreverão a voltar. Não há nada mais perigoso que os que adotam o papel de vítimas e “pobre de mim”. Não caia nessa: é pura chantagem emocional.
Contra o vitimismo, astúcia
E ademais, suporte moral: fortaleza interior, uma grande auto-estima, valor e coragem, poder pessoal, presença, preparação constante, aproveitar as oportunidades de crescimento, para que tudo isso permita duas coisas:
A) Que os cupins sintam cada vez mais raiva e inveja e morram por fim de um infarto ou de sua própria bílis, problema resolvido! Mais postos de trabalho livres.B) Que a pessoa afetada seja capaz de dar cada vez mais e melhores respostas contundentes, claras e diretas, de modo que os anões mentais pensem duas vezes antes de eleger a sua vítima. (Em nossos Cursos de Poder preparamos à possíveis vítimas para que sejam intocáveis).
Outro plano de ação importante: conseguir que nas empresas se aplique a Lei de Prevenção contra Riscos Trabalhistas e se avalie os riscos psico-sociais. Desse modo se levarão a cabo planos concretos de prevenção e uma seleção de pessoal adequada para criar uma “cultura de relações humanas” que potencie a saúde e o bem estar em todos seus términos, que segundo a OMS inclui os aspectos social e psicológico além do físico.
Outra ação básica e fundamental: a escolha das amizades e centros educativos e culturais. Cuidado! Tudo é contagioso, como a peste… e tem que saber escolher.
Conclusão
Pode ir alem com um gravador no bolso no caso de necessidade para as oportunas provas que, ainda que não sejam legais, podem ser dissuasivas, sobre tudo se as põe em uma fita cassete com voz alta em uma reunião de Direção. Para grandes males, grandes remédios! e lembra: “dos covardes nada se tem escrito”, assim que não entre a formar parte desse pelotão de inúteis.
O importante é se dar conta de uma coisa: se permite que as coisas que façam ou digam os demais te afetem, o problema passa a ser seu por tua incapacidade de resposta. Não nos sentimos mal pelo que façam ou digam os demais: nos sentimos mal conosco mesmos porque não sabemos ou não nos atrevemos a responder-lhes de forma contundente e clara, como merecem e estão buscando. Isso significa que, todavia em seu interior, pela “educação” recebida, esta dando mais importância aos demais que a ti mesmo. Aí fica o problema. E só você tem o poder de solucioná-lo. Se quer, podes. Nós sabemos como.

Tradução: Teu Corpo.com.br

Referência: http://www.instituto-pnl.com/default.asp?cms004IdArea=10&cms004IdSubArea=7&n=2

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