Não tenho feitos ‘posts’ muito pessoais até porque isto interfere na produção de um livro que estou gestando, mas hoje eu precisei parar para pensar sobre muitas coisas.
A perda de pessoas como Gabriel que conheceu mais de 60 países, a dura pobreza destas regiões, e que certamente estava construindo dentro do seu sonho um mapa com uma jornada a cumprir e certamente, sem qualquer sombra de dúvida a mais nobre possível: ajudar ‘O outro’ sem que este outro te peça, sem o julgar por sua nacionalidade, cor da pele, pensamentos, cultura; Apenas enxergando uma necessidade maior – a de proporcionar uma vida melhor, em um mundo melhor.
Certamente, também, a despeito de todo seu entusiasmo, deve ter se entristecido muitas vezes, outras tantas se indignado, duvidado de muitas ‘boas’ intenções que dão em nada, porque viver na Real, NO REAL, Dói muito, frustra, deprime, tira até a vontade de seguir em frente em algum momento. É... Mas, como sempre acontece, aparece alguém do nada e te mostra que o ‘demasiado humano’ pode valer à pena em certos aspectos deste Humano, só por ser humano.
De fato não podemos defender uma tese de uma realidade que não conhecemos e, quanto mais conhecemos, mais doloroso fica, pois não há como vestir a neutralidade que supõem existir alguns ‘cientistas’.
Não foram poucas as vezes que frustrei meus sonhos pouco egoístas e isto não é privilégio meu. Queria que meus pais tivessem me criado de forma diferente. Sofreria menos.
Não é privilégio desta que escreve porque muita gente boa por aí também recebeu muita porta na cara tentando ser menos ‘demasiado humano’.
É muito triste ver que além de perdemos muitas ‘competências’ em função da mediocridade reinante (e os medíocres são PROFISSA em se proteger e por isso e somente por isso o mundo está uma merda!) e um que consegue escapar da P. do ‘sistema’, da saga de poder, da ganância, sai de cena mostrando a dura fragilidade da vida humana.
Mas o que resta de consolo é que pessoas que pensam assim não são pegas de surpresa por momentos difíceis, afinal se sabem humanos e frágeis, e que nada, mas nada mesmo, é para sempre.
Liana
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